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Reunião debate soluções para o comércio ilegal

Categorias: Comércio

Encontro reuniu representantes da CDL, da Associação dos Senegaleses, da Comissão de Direitos Humanos e do setor fiscalização do município

 

Na tarde de segunda-feira, dia 23 de julho, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Passo Fundo deu continuidade ao debate sobre o comércio informal no município. Motivada pela presença constante de vendedores ambulantes nas áreas centrais da cidade, a reunião teve como objetivo buscar soluções para minimizar a venda dos produtos ilegais.

 

O encontro reuniu a presidente da CDL, Carina Sobiesiak, representantes da diretoria da entidade, o coordenador de fiscalização do município, Jorge Pires, o presidente da Associação dos Senegaleses, Abou Ba, e o representante da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF), Paulo César Carbonari.
Representando as 1.500 empresas associadas, os diretores da entidade se posicionaram a favor do cumprimento da lei que regulariza o comércio ambulante em Passo Fundo. “A entidade entende que o comércio informal é prejudicial ao consumidor, que adquire produtos sem procedência comprovada e podem, inclusive, trazer prejuízos à saúde, e ao lojista, que mantém seu estabelecimento comercial legalizado, gerando emprego e renda”, destacou a presidente Carina Sobiesiak.

 

O representante da Associação de Senegaleses, Abou Ba, enfatizou que os imigrantes reconhecem a prática como ilegal, mas que a maioria não tem um emprego formal, o que inviabiliza a sustentação econômica. “Somos imigrantes e escolhemos Passo Fundo para viver e trabalhar. Também temos a mesma preocupação (em relação ao comércio ilegal) e, por isso, também queremos encontrar uma solução”, disse.

 

Entre as alternativas apontadas durante a reunião pelos representantes da CDL e pelo presidente da Associação dos Senegaleses, está um levantamento das qualificações de cada imigrante para que possam ser direcionados ao mercado de trabalho formal de acordo com a profissão de cada um.

 

De acordo com o representante da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF), Paulo César Carbonari, o assunto só será resolvido com muito debate e ações conjuntas entre as entidades que representam o comércio, os órgãos públicos e os vendedores ambulantes, afim de que se busque um consenso e uma solução que minimize o problema.

 

Como andamento para a próxima reunião, o representante da Associação dos Senegaleses e o representante da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo se comprometeram em entregar à CDL um levantamento do número de vendedores informais e a formação, profissão, registro e disponibilidade de cada um para o trabalho formal.

 

Além da presidente Carina Sobiesiak, participaram da reunião representando a entidade os diretores Ary Rabello, Mateus Pittol, Valter Ceolin, Zoila Medeiros e o diretor executivo Onis Casagrande.